Preciso esquecer de mim, e somente ignorar-me. Esquecer angustias fúteis, esquecer coisas que eu não preciso, que parecem fazer falta. Esquecer tudo que me é tentador. Preciso me enxergar com outra perspectiva, aprender a me assistir. Quero me ver sangrar com a certeza de que o sangue estanca, e com a certeza de que a alegria passa, me ver sorrir.
Só se resolve questões pessoais a sangue frio, se estivermos fora delas! Esquecer de mim parece ser a melhor forma que encontrei de me cuidar. Que eu aprenda então a ser mero telespectador, exercer o comando estando fora, tendo uma visão esférica de mim mesmo.

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